Notícias

Quando a concorrência é desleal, todos perdem

Por: Federação Varejista do RS 1 de agosto de 2022
Quando a concorrência é desleal, todos perdem

Artigo de Opinião: Vice-presidente da Federação Varejista do Estado do Rio Grande do Sul e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves, Marcos Carbone

Quem circula pelas ruas de grandes centros urbanos, tem se deparado com uma cena cada vez mais frequente: vendedores ambulantes expondo seus produtos pelas calçadas e comercializando livremente mercadorias de procedência questionável, sem emissão de nota ou oferecimento de qualquer tipo de garantia ao consumidor. Estão, sem qualquer constrangimento, na frente de estabelecimentos comerciais que, embora não vendam o mesmo tipo de produtos, disputam o mesmo cliente – e em condições bastante diferentes.

Diante da inércia de quem deveria estar coibindo esse tipo de atividade, os comerciantes informais avançam para formatos mais elaborados de negócios: são frequentes as chamadas Feiras Itinerantes, que nada mais são do que grandes concentrações de itens improcedentes, disponíveis para venda por preços supostamente mais atrativos do que os praticados nas lojas tradicionais. A certeza da impunidade é tanta que muitos desses eventos ganham intensa divulgação, com data, horário e local previamente informados, circulando pelos grupos de mensagens e redes sociais.

O lojista – aquele que tem seu estabelecimento comercial devidamente registrado, que segue todos os ritos legais para a prática de sua atividade, que arrecada tributos para o município, gera empregos e fomenta a economia local, que se preocupa com a qualidade daquilo que oferece ao consumidor – assiste ao movimento de clientes rarear e ao ticket médio mensal de sua loja despencar, perdendo uma disputa injusta e desigual desde o início.

Não é possível aceitar a conivência com o comércio informal porque ele é danoso para toda a sociedade. Enfraquece o setor do comércio, empobrece o entorno e lesa consumidores que adquirem produtos de má qualidade. O comércio informal é enganoso e se esconde sob o falso argumento de dar oportunidade de sustento àqueles que precisam de uma fonte de renda. É necessário que todos tenham, sim, direito de exercer suas atividades, de empreender com negócios privados ou iniciativas autônomas. Mas é fundamental que todos estejam alinhados pelas mesmas regras. Diferentemente do que uma prática de protecionismo, esse pedido é, em sua essência, um clamor por justiça, permitindo que o comércio legal possa mostrar seu real potencial e sua verdadeira contribuição para o crescimento sustentável do varejo no Rio Grande do Sul.

410270_1023059_408166_1017015_dsc06401dsc06401_web_

Artigo de Opinião: Vice-presidente da Federação Varejista do Estado do Rio Grande do Sul e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves, Marcos Carbone

Relacionadas

Por: CNDL Brasil 03/11/2026
CNDL disponibiliza cartilhas para orientar empresários sobre fim da escala 6×1 e redução da jornada

Materiais apresentam regras da Emenda Constitucional nº 141/2026, simulações de custos e medidas para apoiar a adaptação das empresas do comé...

Ler mais
Por: CNDL Brasil 30/10/2026
Reincidência na inadimplência tem recorde histórico e atinge 87,44% dos consumidores

Em setembro de 2026, o Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SP...

Ler mais
PUBLICIDADE
SPC – Cadastro Positivo


Sistema CNDL

Sistema CNDL